segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Dilma: 'Barbárie' do 'Estado Islâmico' precisa ser combatida

A presidente Dilma Rousseff usou discurso na manhã deste domingo (15) em reunião do grupo dos Brics, na Turquia, para condenar a "barbárie da organização terrorista Estado Islâmico" nos ataques em Paris. "Expresso o meu mais veemente repúdio, que é também o de todo o povo brasileiro, aos atos de barbárie praticados pela organização terrorista 'Estado Islâmico' que levaram mortes e sofrimento a centenas de pessoas de várias nacionalidades em Paris", disse a presidente durante o encontro em Antália que antecedeu a cúpula do G20. Embora todos os líderes dos Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, tenham mencionado os atentados na França, Dilma foi a única a citar nominalmente a organização que assumiu a autoria dos ataques. A presidente externou "integral solidariedade" ao povo francês e ao presidente François Hollande, que cancelou participação no G20 após os atentados. "Essas atrocidades tornam ainda mais urgente uma ação conjunta de toda a comunidade internacional no combate sem tréguas ao terrorismo." G20 concorda em intensificar controles de fronteiras e segurança aérea, mostra esboço de documento A noite de terror em Paris na última sexta-feira alterou a dinâmica da reunião do G20, o grupo das maiores nações ricas e em desenvolvimento, que ocorre até amanhã em Antália, na costa mediterrânea da Turquia. O tema já estava previsto no cardápio de discussão política dos líderes, ao lado da crise mais grave de refugiados desde a 2ª Guerra Mundial, mas assumiu nova relevância — o que já ficou claro na reunião dos Brics, que ocorreu pela manhã, antes do início oficial das atividades da cúpula do G20. Os líderes dos Brics também citaram a queda no Egito, no mês passado, do avião da companhia aérea russa Metrojet, episódio que deixou 224 mortos e envolve forte suspeita de que a aeronave teria sido derrubada pela detonação de uma bomba colocada em seu interior, e as explosões de outubro em Ancara, capital turca, que mataram mais de cem pessoas. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, definiu o terrorismo como "mal global" e pediu ação conjunta e "em conformidade" com princípios da ONU (Organização das Nações Unidas). "A necessidade de esforço global contra o terrorismo nunca foi tão urgente como agora", disse o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. A Índia assumirá a presidência de turno do grupo dos Brics em 2016 – neste ano a tarefa coube à Rússia. Foi do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, a manifestação política mais forte da reunião, ao defender que refugiados não sejam responsabilizados pelos crimes na França. "Os refugiados vão atrás de paz e de uma vida melhor. Não devem ser tachados como terroristas." FONTE R7

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