quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Transposição do São Francisco usa gravidade e bombeamento para levar água a 12 milhões

Mais de 12 milhões de pessoas beneficiadas em 390 municípios em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, R$ 8,2 bilhões investidos, cerca de 10 mil trabalhadores envolvidos. Os números fazem a integração do Rio São Francisco ser considerada a maior obra infraestrutura para abastecimento de água da história do Brasil. Prevista para terminar em 2017, a transposição do “Velho Chico” atende a uma demanda de recursos hídricos na região Nordeste do Brasil. De acordo com dados do governo, o Nordeste possui 28% da população brasileira e apenas 3% da disponibilidade de água. Já o Rio São Francisco responde por 70% de toda a oferta de água da região. A obra consiste, basicamente, em fazer com que as águas do Rio São Francisco cheguem a outros reservatórios de forma sustentável (ou seja, sem grandes impactos ambientais). Para tanto, a água percorre o trajeto de duas formas: por gravidade (o canal da obra tem uma declive de 3º) ou com a força de estações de bombeamento. A sustentabilidade da transposição, no entanto, divide opiniões. Movimentos em defesa do rio alegam que o projeto poderia desequilibrar o ecossistema do local. O governo, por sua vez, garante que projetos de revitalização devem compensar possíveis impactos ambientais. A obra de transposição do Rio São Francisco é dividida em dois eixos: o Norte, que vai do município de Cabrobó (PE) até Cajazeiras (PB) e tem 260 km de extensão, e o Leste, que vai de Floresta (PE) até Monteiro (PB) e tem 217 km. No Eixo Norte, a primeira fase das obras da Meta 1, que conta com a primeira estação de bombeamento (EBI-1), foi entregue no dia 21 de agosto de 2015. Já no Eixo Leste, a primeira estação de bombeamento (EBV-1) foi entregue no ano passado. A previsão é de que seja entregue a EBV-2 em 15 de outubro deste ano. Confira no mapa abaixo mais detalhes sobre cada ponto do projeto. Clique nos números para navegar:

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